quinta-feira, 24 de junho de 2010

Salvador(a)


Começei a pensar na ansiedade. Naquele nervosismo, naquela vontade. Porque eu vejo você em tudo, e isso deveria me agoniar. Mas pelo contrário, quando na mais estranha ou até incoveniente situação eu chego a pensar você, meu peito se enche de algo diferente. Não sei o nome disso, tão pouco sei o que é, mas é algo muito bom, porque me aqueçe. É como se você fosse meu anjo da guarda que me impedisse de sentir qualquer coisa ruim. E eu sei que inconcientemente eu chamo seu nome e você pode apagar, não tão raro, tudo absolutamente! Porque eu sei que me sentes, de alguma forma eu sei. E eu sinto talvez em dobro. Minha fragilidade de ti é tão imensa que em qualquer vestígio de dúvida é você que me impede de hesitar. Porque quando eu lembro de você, eu lembro da esperança.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dúvida


Eu não entendo nada. Mas eu tenho medo. Medo de me esforçar por você e medo de que faças disso um mero acaso. Medo de me esforçar a toa e que minhas forças sejam anuladas. Medo de lutar e não conseguir e tenho mais medo ainda de que outros consigam. Outros estes que provavelmente não merecem mais do que eu, nem tão pouco te amam mais.
Por outro lado, também tenho medo de não tentar, temo que minhas forças se despedaçem antes do tempo e que eu não faça nada além de saber que viestes e te fostes pelo reflexo dos outros que lutarem. E não saberei nada da sua veracidade. O que me leva a um maior medo de tentar e desperdiçar um brilho fugaz nos nossos olhos. Tenho medo deles não se encontrarem.
Acima de tudo, tenho medo da culpa, porque independente do que aconteça, ela será minha ou sua, e eu não sei o que vai doer mais. Tenho medo disso.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Angústia

Eu queria ser só mais uma garota normal, que não dependesse tanto de um sorriso. Eu não queria sofrer tanto por você. Não queria que controlasses tanto a minha vida como fazes inconcientemente. Eu odeio a forma como sou dependente de ti. É a pior sensação se sentir impotente, saber que você está aqui em algum lugar, mas eu nao posso te ver, nem te tocar, nem te falar. E você nem vai saber de mim. Mas vai saber das outras, e eu te juro meu amor, a saudade de qualquer outro não é maior do que a minha.. Você não acha que é o suficiente ter contigo todas as nossas forças? Você acha engraçado vir até nós depois de tanto tempo, e fazer disso uma mera brincadeira onde nós somos as peçinhas e você é um rei? Eu preferia, do mais profundo de mim, que você não falasse nada, e que ninguém soubesse que você esteve perto, bem perto, mas não o suficiente. Eu preferia sentir raiva de você por ter vindo e não avisado do que me sentir destroçada como estou agora. Gostaria de saber sobretudo, se você imagina a dimensão da consequencia dessa sua atitude.