quarta-feira, 28 de abril de 2010

Segunda Chamada


Segunda Chamada. Segunda vez que é chamada ou seja, já houve uma primeria. E porque existe uma segunda? Porque os da segunda não puderam estar na primeira. Isto é um fato e é tão simples e tão pouco digno de exploração. Mas hoje eu amanheci doente e advinhem ? Eu tinha prova na escola. Quando coisas assim acontecem costumam botar a culpa na falta de sorte, então também botarei, sem mais delongas. Porém minha nervosa mamãe, não foi afortunada em esconder sua maior precoupação pela prova que eu perdi que pelo meu estado de saúde, e isso me levou a concluir que teria que fazer uma segunda chamada. Demorei um pouco para constatar isso, confesso, mesmo sendo ridículo, pois é natural que se faça uma segunda chamada quando se perde uma prova.
Fui na escola depois e busquei um formulário necessário pra fazer fazer a prova. E me fixei em um tópico que requeria a razão da falta do aluno. Eu tinha minha justificativa. Estava doente. Mas eu não fui a unica pessoa a faltar uma prova na vida, isso acontece constantemente em todo o mundo. E quais são as justificativas dessas pessoas? São diversas e incluem as falsas(pois por trás da mentira tem uma razão) que ironicamente são a maioria delas. E essa causa de cada um seja qual for, verdadeira ou não é uma interferência, melhor dizendo a própria má sorte. Pois se alguém falta a aula sem que isto esteja nos teus planos é porque houve algum inesperado. E se esse inesperado foi justamente num dia de prova, que costuma ser tão nervosamente anciado, é uma má-sorte.
Eu realmente não sei porque pensei nisso, mas acabei me deprimindo levemente depois por perceber que fui uma azarada neste dia. Fui uma parte excluída de minha classe a ter que fazer uma outra prova, num outro dia, e sozinha. Talvez até mais difícil. E isso me torna exclúida.
Descobrir isto foi idotamente desnecessário pra mim, mas não pude me controlar.

Há distância. Todavida, há amor e se existe amor, existe paciência. Mas ela sufoca as vezes. E eu esqueço que é uma ilusão, e choro por ser apenas isso. Lamento, me condendo e posso até espernear, mas me recordo, tão logo de é que a saudade que alimenta meu amor.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos trinta anos. Não contaram para nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: A gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é apenas mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": Duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: Anulação. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes e que podemos tentar alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai dizer isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

(John Lennon)

Precaução

Eu queria que você me avisasse quando eu tiver agindo errado, apesar de que eu já conheça você o suficiente pra saber isso. Mas é bom receber ordens suas. Não por me submeter a ti, mas pra que eu seja sua atenção por algum raro momento e eu não te decepcione. Por mais que soe irônico isso, pois você já foi muitas vezes uma decepção pra mim.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Meu ciclo vicioso

Eu ainda espero por tudo. Pelo momento em que você me diria que se lembra de mim. E talvez até que sentiu saudades, se não fosse pedir demais. Eu sempre soube que era tudo ilusão, mas eu me iludo e me alimento disso. De esperança, de sonhos. Até que você chegue novamente e eu me mate por estar perto de você outra vez. Ansiosa fico, até que você olhe em meus olhos e sorria pra mim. Então eu me desespero por isso e passo um tempo em lágrimas, até que a anestesia passe e eu me dê conta que foi exatamente como da ultima vez. E que não, você não se lembrou de mim. Mas eu sei quem você é a cada segundo e me desfaleço na duvida da sinceridade do seu sorriso.

Decepção

Qualquer dia desses, eu acho que eu poderei explodir. Sem causas concretas. Sem culpas. Explodir só por explodir. Pra sumir. Pra não precisar pensar em que porcaria transformei minha vida. Pra não precisar explicar porque deixei chegar a esse ponto, até porque eu mesma me pergunto isso sempre e as respostas são tão evasivas que eu perco o foco. Sumir pra esquecer. Esquecer a dor, esquecer os erros. Os incontáveis erros, que na maioria das vezes foram apenas conseqüências de atos alheios, e que eu com minha inútil adolescência, transformei em pesadelos. Tantos obstáculos. Tanta complicação. Tanta loucura sem causa. E tão poucas soluções. Tão míseras que não me servem nem como desculpa. E são elas que me trouxeram a este ponto. A ponto de explodir. De raiva, de tristeza, de dor, de solidão e de confusão. Já perdi muitas batalhas e minha luta ta chegando ao fim.